Grendene S.A.
Alış

GRND3-"Melissa e Além: O Caso Clássico de Valor em Consumo"

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1. Tendência Geral
O preço atual está em R$ 4,91, acima da retração de Fibonacci (R$ 4,48), mostrando recuperação após testar suportes.

As médias móveis (SMA) estão próximas do preço, sugerindo uma fase de consolidação, mas com viés de alta se o preço se mantiver acima da SMA azul.

2. Fibonacci Retracement
Suportes importantes:

R$ 4,84 (61,8%) → suporte técnico forte.

R$ 4,77 (50%) → suporte intermediário.

R$ 4,48 (0%) → suporte crítico.

Resistências relevantes:

R$ 4,94 (78,6%) → resistência imediata.

R$ 5,07 (100%) → resistência chave.

R$ 5,24 (127,2%) e R$ 5,47 (161,8%) → alvos de expansão caso o rompimento seja confirmado.

3. Médias Móveis
A SMA vermelha e amarela estão ligeiramente acima do preço, indicando que o ativo precisa romper essas médias para confirmar força compradora.

A SMA azul está mais próxima do preço atual, funcionando como suporte dinâmico.

4. Volume
O volume em torno de 4,97M mostra participação significativa, reforçando que os movimentos recentes têm consistência.

Se o volume aumentar em rompimentos de resistência, pode sinalizar entrada de players institucionais.

5. Cenários Possíveis
Alta: Rompimento de R$ 4,94 com volume → alvo em R$ 5,07 e depois R$ 5,24.

Consolidação: Entre R$ 4,77 e R$ 4,94, acumulando força antes de decidir direção.

Baixa: Perda de R$ 4,77 → pode buscar R$ 4,61 e R$ 4,48.

🎯 Conclusão
O ativo está em uma zona crítica: se romper R$ 4,94 com força, pode iniciar uma nova perna de alta até R$ 5,07–5,24. Caso contrário, pode lateralizar ou corrigir até R$ 4,77. O comportamento do volume será determinante para validar o movimento.

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Análise de Investimento: Grendene S.A. (GRND3) – Reavaliação Estratégica e a Resiliência do Valor em um Ciclo de Transformação do Consumo Brasileiro
O mercado de capitais brasileiro atravessa um período de intensa reavaliação de ativos ligados ao consumo discricionário, e a Grendene S.A. (GRND3) posiciona-se no epicentro desse debate. Cotada a R$ 4,92 no início de 2026, a companhia reflete em seu preço de tela um paradoxo complexo: de um lado, uma solidez financeira inquestionável e uma capacidade de geração de caixa que permite distribuições de proventos extraordinários; de outro, um cenário macroeconômico doméstico hostil, marcado pela erosão da renda familiar e por novos competidores pela "fatia da carteira" do consumidor, como o mercado de apostas online. Para um analista de banco de investimento, a tese em Grendene exige uma decomposição profunda entre o que é ruído cíclico e o que é transformação estrutural na dinâmica do setor calçadista global.

Trajetória Histórica e o Modelo de Negócio Verticalizado
A Grendene não é apenas uma fabricante de calçados; é uma operação industrial de alta tecnologia focada em resinas termoplásticas, com uma trajetória de mais de cinco décadas que transformou a percepção de produtos sintéticos no mercado global. A verticalização da produção é um dos pilares de sua vantagem competitiva. Ao controlar desde o design e a fabricação de matrizes até a logística final, a companhia consegue uma agilidade de "time-to-market" que poucas concorrentes mundiais igualam. O uso intensivo de PVC e, mais recentemente, do EVA (Etileno Acetato de Vinila), permite uma escalabilidade com custos marginais controlados, algo evidenciado pela inauguração da nova unidade industrial em Crato, Ceará, em setembro de 2024.

A estratégia de segmentação de marcas é o que sustenta o ecossistema da Grendene. A Melissa atua como a ponta de lança do valor agregado, transcendendo a categoria de calçado para se tornar um objeto de desejo no segmento de "lifestyle". Com uma rede que encerrou o terceiro trimestre de 2025 com 425 lojas Club Melissa, a marca demonstra uma integração crescente entre os canais físicos e digitais, com o e-commerce já apresentando um crescimento de quase 29% na receita bruta. Em contraste, marcas como Ipanema, Rider e Grendha focam no mercado de massa, onde a Grendene utiliza sua escala para oferecer preços competitivos, embora esses segmentos sejam os mais sensíveis à inflação de alimentos e ao endividamento das famílias.

Desempenho Operacional e Análise de Volume
O ano de 2025 consolidou uma tendência de busca por rentabilidade em detrimento do volume bruto de pares, uma resposta necessária ao aumento dos custos de insumos e despesas operacionais. No acumulado dos primeiros nove meses de 2025 (9M25), a receita bruta da companhia atingiu R$ 2,5 bilhões, um crescimento de 13,3% sobre o ano anterior, apesar de um cenário de volumes pressionados. A decomposição desse crescimento revela que o preço médio por par foi o grande protagonista, registrando uma expansão de 23,2% no terceiro trimestre de 2025 (3T25) e 22% no acumulado do ano.

No mercado interno, a resiliência foi testada pela queda no poder de compra. O volume de pares vendidos no Brasil recuou significativamente, especialmente nos produtos de entrada (entry products), destinados à população de baixa renda, que mais sofre com a inflação de itens básicos e as altas taxas de juros. A estratégia da administração foi clara: evitar a queima de margem para manter volumes artificiais, focando na comercialização de itens de maior valor agregado, o que resultou em um aumento de 9,7% na receita bruta por par no mercado doméstico durante o 3T25.

A tabela abaixo detalha a evolução do volume e da receita por par entre 2023 e o encerramento dos nove meses de 2025, evidenciando o deslocamento estratégico da companhia:

Evolução do volume e da receita por par (2023 vs. 9M25)
Mercado Interno

Evolução do volume e da receita por par (2023 vs. 9M25)
Mercado Interno

Volume 2023: 113.035 mil pares

Volume 9M25: 69.573 mil pares

Receita Bruta/Par 2023: R$ 17,29

Receita Bruta/Par 9M25: R$ 19,41

Exportação

Volume 2023: 26.624 mil pares

Volume 9M25: 19.070 mil pares

Receita Bruta/Par 2023: R$ 27,83

Receita Bruta/Par 9M25: R$ 32,64

Consolidado

Volume 2023: 139.659 mil pares

Volume 9M25: 88.643 mil pares

Receita Bruta/Par 2023: R$ 19,30

Receita Bruta/Par 9M25: R$ 22,23

Esta transição para um ticket médio mais elevado é fundamental para a preservação da margem bruta, que se situou em 46,5% no 3T25. Embora tenha havido uma retração de 1,4 ponto percentual em relação ao ano anterior, o nível ainda é considerado robusto para uma operação industrial de larga escala.

Internacionalização e a Consolidação da Grendene Global Brands (GGB)
A tese de crescimento de longo prazo da Grendene repousa, em grande parte, no sucesso da joint venture Grendene Global Brands (GGB), operada em parceria com a 3G Radar. A partir de 2025, a consolidação integral das linhas de resultado da GGB nas demonstrações financeiras da Grendene alterou a percepção das métricas operacionais. A GGB permite à companhia operar de forma direta no varejo internacional, capturando a margem que anteriormente pertencia aos distribuidores locais. Isso explica o salto expressivo no preço médio de exportação, que atingiu R$ 44,80 no 2T25.

As vendas externas mostraram-se um motor vital em 2025. No 3T25, a receita bruta no mercado externo cresceu 86,1%, impulsionada por um avanço de 40% nas exportações para os Estados Unidos, mesmo diante da implementação de tarifas protecionistas. A Grendene conseguiu expandir sua participação nas exportações totais de calçados do Brasil em 3,5 pontos percentuais, representando agora 30,5% do total embarcado pelo país. Esse desempenho demonstra a força das marcas Melissa e Ipanema no exterior, onde o "brazilianness" (brasilidade) atua como um diferencial competitivo de design e sustentabilidade.

Entretanto, o cenário internacional para 2026 apresenta nuvens no horizonte. O setor calçadista projeta um crescimento modesto da produção nacional, variando entre -0,5% e +2,1% para 2026, com o receio de que o protecionismo nos EUA e a crise de reservas na Argentina reduzam a demanda por produtos brasileiros. A Grendene monitora atentamente a tarifa de até 50% imposta por Washington a certos produtos, avaliando que parte desse custo será repassada aos preços, o que pode testar a elasticidade da demanda internacional nos próximos trimestres.

Estrutura de Custos e Pressões nas Margens Operacionais
A análise das despesas por função revela onde residem as principais pressões sobre o EBIT (Lucro Antes de Juros e Impostos). No acumulado de 9M25, as despesas com vendas saltaram 34,5%, atingindo R$ 575 milhões. Este incremento não é aleatório; ele reflete a consolidação da estrutura de varejo da GGB, que possui custos operacionais mais elevados que a simples exportação via distribuidores, além de um investimento agressivo em propaganda e marketing para sustentar o posicionamento "premium" da Melissa.

As despesas gerais e administrativas também apresentaram alta de 18,5% no período, sinalizando pressões salariais e custos de integração de novos sistemas de e-commerce. Esse aumento nas despesas operacionais resultou em uma queda do EBIT recorrente de 25,6% no 3T25, com a margem EBIT caindo para 16,7%. Para o investidor, o desafio é discernir se esse aumento de gastos é um investimento necessário para destravar valor futuro no varejo global ou se representa uma perda definitiva de eficiência. A administração defende que o foco atual está no posicionamento da marca e no desenvolvimento de canais, aceitando pressões temporárias na margem para garantir a longevidade da presença de mercado.

A "Fortaleza de Caixa" e a Remuneração ao Acionista
O aspecto mais distintivo da Grendene no cenário corporativo brasileiro é sua gestão financeira conservadora e sua liquidez abundante. Ao final do 1T25, a companhia apresentava uma posição de caixa e aplicações financeiras de R$ 1,17 bilhão, frente a um passivo total de R$ 710 milhões, dos quais apenas uma fração mínima corresponde a dívida bancária onerosa. Essa estrutura de capital permite que a Grendene não apenas navegue por crises sem riscos de solvência, mas também gere receitas financeiras significativas.

Em 2025, o lucro líquido recorrente foi pesadamente impulsionado pelo resultado financeiro, que cresceu 166% no 2T25, beneficiado pela manutenção da taxa Selic em patamares elevados (projetada em 12,13% para 2026) sobre o vasto caixa disponível. Essa dinâmica cria um colchão de segurança para o lucro líquido quando a operação industrial sofre com a compressão de margens.

A política de dividendos da companhia em 2026 é o principal atrativo para investidores de renda. A Grendene aprovou a distribuição de R$ 979,9 milhões em dividendos extraordinários referentes ao exercício de 2025, o que representa R$ 1,0862 por ação. O cronograma de pagamentos, antecipado para acelerar o retorno aos acionistas, demonstra a confiança na disponibilidade de caixa sem comprometer investimentos operacionais como a fábrica de Crato ou parcerias de energia solar.
Detalhamento dos Proventos 2026
Parcela 1 (Extraordinário)

Valor Total: R$ 400.000.000,00

Valor por Ação: R$ 0,4433

Data de Pagamento: 14/01/2026 (Pago)

Parcela 2 (Extraordinário)

Valor Total: R$ 300.000.000,00

Valor por Ação: R$ 0,3325

Data de Pagamento: 25/02/2026

Parcela 3 (Extraordinário)

Valor Total: R$ 279.900.000,00

Valor por Ação: R$ 0,3103

Data de Pagamento: 20/05/2026

Total do Ciclo Extraordinário

Valor Total: R$ 979.900.000,00

Valor por Ação: R$ 1,0862

Com o papel negociado a R$ 4,92, o Dividend Yield proveniente apenas dessas parcelas extraordinárias ultrapassa 22%, um nível raramente visto no mercado brasileiro para empresas com o rating de crédito da Grendene. Somando-se os proventos trimestrais recorrentes, o Yield dos últimos 12 meses atinge a impressionante marca de 34,8%.

O Desafio Estrutural: A Concorrência das "Bets" e a Renda das Famílias
Um dos fatores mais preocupantes identificados nas recentes teleconferências de resultados da Grendene e corroborado por dados setoriais da Abicalçados é o impacto do mercado de apostas online (as "bets") no consumo de calçados populares. O varejo brasileiro estima uma perda de faturamento de R$ 103 bilhões em 2024 devido ao redirecionamento da renda das famílias para plataformas de jogos e cassinos online.

Para a Grendene, este fenômeno é uma ameaça direta à sua base de volume. O consumidor das classes C, D e E, tradicional comprador de sandálias Rider e Ipanema, está gastando uma parcela crescente de seu orçamento discricionário em apostas, muitas vezes em detrimento de itens de vestuário e calçados. Em 2025, o gasto médio de R$ 164 por mês com apostas equivale a aproximadamente seis a oito pares de calçados de entrada da Grendene. Esta "cannibalização" da renda familiar ajuda a explicar por que o volume de vendas internas recuou 19,6% em determinados trimestres, mesmo com indicadores de emprego relativamente estáveis. A resposta da empresa tem sido a diversificação para produtos de EVA e a intensificação do marketing aspiracional da Melissa, buscando um consumidor menos exposto a essas variações de renda básica.

Comparativo Setorial: Grendene vs. Vulcabras vs. Alpargatas
No cenário competitivo da B3, a Grendene é frequentemente comparada à Alpargatas (ALPA4) e à Vulcabras (VULC3). Em 2025, a Vulcabras consolidou-se como o destaque de crescimento, focada no segmento esportivo e de performance, com um market cap de US$ 1,08 bilhão e ROE de 24%. A Alpargatas, após um período turbulento de turnaround, apresentou uma recuperação notável no 3T25, com o lucro líquido saltando quase 200% para R$ 171 milhões, embora ainda negocie a múltiplos P/L mais elevados devido à expectativa de crescimento futuro.

A Grendene, com market cap de US$ 858 milhões, negocia a um P/L de 6,1x, o que a torna a opção de "valor" e "renda" por excelência do setor. Enquanto a Alpargatas luta para retomar a dominância global das Havaianas e a Vulcabras surfa a onda do vestuário esportivo, a Grendene foca na eficiência industrial e na remuneração agressiva ao acionista, atuando como uma espécie de "porto seguro" de baixo endividamento.

Comparativo Setorial: Grendene vs. Vulcabras vs. Alpargatas
Grendene (GRND3)

P/L Atual: 6,1

EV/EBITDA: 6,2

Dividend Yield (12M): 34,8%

Dívida Líquida/EBITDA: Caixa Líquido

ROE: 17,9%

Vulcabras (VULC3)

P/L Atual: 8,5

EV/EBITDA: 7,1

Dividend Yield (12M): 8,2%

Dívida Líquida/EBITDA: 0,4x

ROE: 24,0%

Alpargatas (ALPA4)

P/L Atual: 14,2

EV/EBITDA: 9,8

Dividend Yield (12M): 0,5%

Dívida Líquida/EBITDA: 0,8x

ROE: 4,2%

Inovação e Sustentabilidade: O Projeto Várzea Solar IIA sustentabilidade deixou de ser um tópico acessório para se tornar central na estratégia de custos da Grendene. A parceria com a Comerc para a autoprodução de energia solar através do gerador Várzea Solar II é um marco de eficiência industrial. Com um investimento de R$ 50,5 milhões, a companhia adquiriu 42% de participação no capital da usina, garantindo o suprimento de aproximadamente 90% de seu consumo de energia elétrica pelos próximos 20 anos.Este movimento protege a margem industrial contra os frequentes reajustes tarifários e bandeiras tarifárias do sistema elétrico brasileiro. Além disso, reforça o "brand equity" da Melissa no mercado internacional, onde a pegada de carbono é um critério decisivo para grandes varejistas e consumidores finais. No campo dos materiais, a Grendene tem acelerado o desenvolvimento de produtos em EVA e resinas recicladas, alinhando-se à meta de elevar a penetração do e-commerce para 10% das vendas totais, onde a narrativa sustentável pode ser melhor explorada diretamente com o consumidor.Valuation e a Fórmula de GrahamAo analisarmos o preço de R$ 4,92 sob a ótica de Benjamin Graham, mentor de Warren Buffett, o desconto patrimonial e de lucros torna-se evidente. A fórmula do "Preço Justo" de Graham busca identificar margem de segurança ao considerar que o produto do P/L pelo P/VP não deve exceder 22,5.Com um Lucro por Ação (LPA) de R$ 0,80 e um Valor Patrimonial por Ação (VPA) de aproximadamente R$ 4,49 (baseado em um patrimônio líquido de R$ 4,05 bilhões e 902 milhões de ações), temos:$$V = \sqrt{22,5 \times 0,80 \times 4,49} \approx \sqrt{80,82} \approx R\$ 8,99$$Mesmo sendo uma métrica conservadora e acadêmica, o valor intrínseco teórico de R$ 8,99 representa um "upside" potencial expressivo frente à cotação atual, sugerindo que o mercado está precificando um cenário de estagnação muito mais severo do que os fundamentos sugerem. A subvalorização pode ser atribuída à baixa liquidez das ações fora do Ibovespa e à percepção de que a Grendene é um "título de renda fixa" disfarçado de ação, sem os gatilhos de crescimento explosivo que atraem o capital especulativo.Riscos ao InvestimentoApesar da resiliência, o investimento em GRND3 não é isento de riscos significativos para o ciclo 2026-2027:Concentração Geográfica e Fiscal: A dependência dos incentivos fiscais do Ceará (ICMS) é um risco latente. Qualquer alteração na legislação tributária estadual ou federal que limite esses benefícios poderia comprimir as margens líquidas de forma imediata.Volatilidade do Consumo "Low-End": Se a inflação de alimentos persistir e as "bets" continuarem a drenar a renda discricionária, a Grendene pode enfrentar dificuldades perenes em retomar os volumes históricos de vendas internas.Protecionismo Global: O cenário de comércio exterior está se tornando mais hostil. Além dos EUA, outros mercados podem adotar barreiras contra o calçado brasileiro para proteger suas indústrias locais, afetando a rentabilidade da GGB.Câmbio e Insumos: Como a empresa utiliza resinas plásticas (derivadas do petróleo e frequentemente precificadas em dólar), desvalorizações abruptas do Real sem a capacidade de repasse imediato aos preços internos podem corroer a margem bruta.Conclusões e Recomendação TécnicaA Grendene S.A. apresenta-se no início de 2026 como uma oportunidade clássica de investimento em valor com foco em dividendos. A cotação de R$ 4,92 reflete uma visão excessivamente pessimista sobre o crescimento, ignorando a robustez de um caixa líquido de bilhão e marcas globais de prestígio. O Dividend Yield extraordinário de 2026 atua como uma proteção natural (hedge) contra a volatilidade, garantindo ao investidor um retorno de capital imediato enquanto aguarda a maturação da estratégia de internacionalização via GGB.A recomendação técnica é de Compra para Renda e Valorização de Médio Prazo. A Grendene provou sua capacidade de adaptar o mix de produtos e preços em um ambiente de volume cadente, preservando a saúde financeira. Se a economia brasileira apresentar sinais de recuperação no consumo doméstico no segundo semestre de 2026 e a expansão direta no exterior via GGB começar a escalar, o mercado poderá promover um re-rating dos múltiplos da companhia, aproximando-a novamente de sua média histórica de P/L de 12x. Até que esses gatilhos se materializem, o investidor é regiamente remunerado por sua paciência através de uma das políticas de dividendos mais generosas da América Latina.A Grendene encerrou 2025 com resiliência operativa e financeira. A despeito dos desafios macroeconômicos e sociais, a empresa mantém sua posição de liderança e seu compromisso com a eficiência energética e sustentabilidade, elementos que a tornam um ativo indispensável em uma carteira focada em qualidade e geração de proventos. O preço atual oferece uma margem de segurança que mitiga os riscos operacionais, transformando GRND3 em um dos "casos de valor" mais convincentes do setor de consumo brasileiro no momento atual.

Feragatname

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